sexta-feira, 24 de junho de 2011

Purgatório



Purgatório é a condição e processo de purificação ou castigo temporário em que as almas daqueles que morrem em estado de graça são preparadas para o reino dos céus. A noção de purgatório é particularmente associada com a Rito Latino da Igreja Católica, também presente nas igrejas orientais católicas (embora muitas vezes sem usar o termo específico de "Purgatório"); os Anglo-católicos geralmente também professam a crença. As Igrejas Ortodoxas acreditam na possibilidade de purificação das almas dos mortos, através das orações dos vivos e pela oferta da Divina Liturgia, e muitos ortodoxos, especialmente entre os ascetas, na espera da apocatástase.  Uma opinião semelhante, que admite a possibilidade de uma salvação final é registrada no Mormonismo. O Judaísmo também acredita na possibilidade da purificação após a morte e pode usar a palavra "purgatório" para apresentar a sua compreensão do significado da Geena. No entanto, o conceito "purificação" da alma pode ser negado explicitamente em outras tradições de fé.

A palavra "purgatório" passou a se referir também a uma ampla gama de concepções históricas e modernas de sofrimento pós-morte,  e é usado, em um sentido não-específico, para qualquer lugar ou condição de sofrimento ou tormento, especialmente um que é temporário. A cultura popular também apresenta a concepção do purgatório como um lugar físico,embora a Igreja ensine que o Purgatório não indica um lugar, mas "uma condição de existência".

História

A tradição católica do purgatório tem uma história que remonta, antes de Jesus, à crença encontrada no judaísmo de rezar pelos mortos, especula-se que o cristianismo pode ter tomado a sua prática similar. A Crença católica do purgatório se baseia, entre outras razões, sobre esta prática da oração pelos mortos.

Os católicos consideram que o ensino sobre o purgatório faz parte integrante da fé derivada da revelação de Jesus Cristo que foi pregada pelos apóstolos. Definições dogmáticas foram proclamadas pelos Segundo Concílio de Lyon (1274), o Concílio de Florença (1438-1445), e o Concílio de Trento (1545-63 ).

Purgatório no catolicismo
A Igreja Católica dá o nome de Purgatório a purificação das almas que morrem na graça de Deus e na sua amizade, mas ainda são imperfeitas e portanto precisam ser purificadas.

Céu, inferno e Purgatório
Segundo a doutrina católica, imediatamente após a morte, uma pessoa sofre o julgamento particular em que o destino da alma é especificado.  Alguns se unem com Deus no Paraíso, e em contrapartida, outros são destinados ao Inferno, um estado de punição e separação eterna de Deus.

No entanto, segundo a crença católica, algumas almas não estão suficientemente livres do pecado e suas conseqüências para entrar imediatamente no Paraíso, tais almas, em última análise, estão destinadas a se unirem com Deus no céu, e para isso devem passar pelo estado de purificação do purgatório.  No purgatório, as almas "obtém a santidade necessária para entrar na alegria do céu”.

Pecados
O catolicismo distingue entre dois tipos de pecado , o pecado mortal é uma "grave violação da lei de Deus", que "coloca o homem longe de Deus", e se não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, resulta na sua exclusão do Reino de Deus e a punição no inferno. Em contraste, o pecado venial (que significa "pecado perdoável”) "não nos coloca em oposição direta com a vontade e amizade de Deus" e, embora "constitua uma desordem moral", não priva o pecador da amizade com Deus e, conseqüentemente, da felicidade eterna do céu.

De acordo com o catolicismo, o perdão dos pecados e a purificação podem ocorrer durante a vida, por exemplo, no Sacramento do Batismo  e no Sacramento da Penitência. No entanto, se esta purificação não é atingida totalmente em vida, os pecados veniais podem ser purificados após a morte. O nome específico dado a esta purificação dos pecados é "purgatório".

Dor e fogo

Outra imagem de almas sendo purificadas pelas chamas do purgatórioO Purgatório é uma purificação que envolve um castigo doloroso, associada à idéia de fogo, semelhante ao inferno.Diversos Padres da Igreja consideram 1 Coríntios 3:10-15 como evidência para a existência de um estado intermediário em que as transgressões leves são purificadas, e assim a alma será salva. Santo Agostinho descreve o fogo da purificação como mais doloroso do que qualquer coisa que um homem pode sofrer em vida,  e o Papa Gregório I escreveu que deve haver um fogo de purificação para algumas pequenas falhas. Orígenes escreveu sobre o fogo que tem de purificar a alma. São Gregório de Nissa também escreveu sobre a purgação pelo fogo.
Teólogos interpretaram o fogo tanto como um fogo material, embora de natureza diferente do fogo natural, como uma metáfora para um grande sofrimento espiritual, que atualmente é a visão mais comum. O Catecismo da Igreja Católica fala de um “fogo purificador"e cita a expressão "purgatorius ignis" (fogo purificador) usado pelo Papa Gregório Magno. Ele fala do castigo temporal pelo pecado, mesmo em vida, como uma questão de "sofrimentos e provas de todos os tipos".
Orações pelos mortos e IndulgênciasVer artigo principal: Indulgências e Comunhão dos Santos
Pintura das catacumbas de Roma, que possuem muitas inscrições e orações pelos mortos.A Igreja Católica ensina que o destino dos que estão no purgatório pode ser afetado pelas ações e intercessão dos vivos. Seu ensino se baseia na prática da oração pelos mortos mencionado em II Macabeus 12:42-46, considerada pelos católicos e ortodoxos parte da Sagrada Escritura.
Orações para os mortos e indulgências na crença católica diminuem a duração do tempo que os mortos passam no purgatório. O Papa Paulo VI escreveu a indulgência é "(...) uma remissão da pena (...) através da intervenção da Igreja”.

Ensinamentos católicos
O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, publicado pela primeira vez em 2005, é um resumo em forma de diálogo do Catecismo da Igreja Católica. Trata-se de purgatório no seguinte diálogo
















sexta-feira, 10 de junho de 2011

Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse

Peste

Diz a Bíblia que ele virá e será seguido por muitos, o que remete a Zacarias 10:3-5, onde o profeta reúne seu "rebanho" e segue após ser "coroado", travando batalhas contra seus inimigos(pregando). Este cavaleiro faz pensar nos partos ("Feras da terra"), cuja arma característica era o arco, terror do mundo romano no século I (cf. Dt 7,22; Jr 15,2-4 e 50,17; Ez 34,28 e 9, 13-21)[carece de fontes]
Cquote1.svg E eu vi, e eis um cavalo branco; e o que estava sentado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e ele saiu vencendo e para completar a sua vitória. Cquote2.svg
Apocalipse 6:2

Guerra

O Cavaleiro do Cavalo Vermelho, que tem uma Grande Espada, símbolo das guerras sangrentas. Acredita-se que o mesmo representa os flagelos, os meios pelos quais "Deus" castigaria e oprimiria os adoradores da besta e do falso profeta.
Cquote1.svg E saiu outro, um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada. Cquote2.svg
Apocalipse 6:4

Fome

O Cavaleiro do Cavalo Negro, carrega consigo uma Balança e traz com isso, segundo uns, a justiça (proteção aos justos), segundo outros (a maioria dos estudiosos) o colapso econômico e a fome, pois a balança seria símbolo dos alimentos racionados e dos preços exorbitantes.
Cquote1.svg E eu vi, e eis um cavalo preto; e o que estava sentado nele tinha uma balança na mão. E eu ouvi uma voz como que no meio das quatro criaturas viventes dizer: "Um litro de trigo por um denário, e três litros de cevada por um denário; e não faças dano ao azeite de oliveira e ao vinho. Cquote2.svg
Apocalipse 6:6

Morte

O Cavaleiro do Cavalo Baio (amarelo-esverdeado: a cor do cadáver que se decompõe), traz consigo a morte, a privação do plano terrestre, sendo ele o último cavaleiro.
A tradição popular perpetuou a ideia de que este último animal seria uma égua esquálida e não um cavalo. A citação do Inferno que a acompanha é, tradicionalmente, representada pelo Leviatã a engolir as vítimas, destinadas à morte eterna.
Cquote1.svg Então ouvi a terceira Criatura:"Venha" e apareceu um cavalo baio,o nome do cavaleiro era Morte e o Inferno o seguia de perto.